Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

sentir-naspalavras

sentir-naspalavras

É perder e deixar ir

 

Toda a sua vida foi alcólico, mas com a morte da minha mãe notei mais uma recaída, passava os dias todinhos de taberna em taberna quando eu estva nas aulas.

 

 Lembro-me como se fosse ontem estava já doente à alguns dias de cama sem muito apetite mas como os diabetes o obrigavam a comer lá tinha de comer alguma coisa (que era mais líquidos do que comida sólida). Numa manhã eu acordei e vi que estava ainda pior que nos outros dias mas obriguei me a pensar positivo, fui ter com ele ao quarto depois de eu ter comido e perguntei lhe se tinha comido alguma coisa e disse me que não, ajudo-o a levantar se da cama e acompanho-o até à cozinha onde lhe pus leite e ceriais.

Comeu umas colheradas e já estava cheio (dizia ele), pedi lhe que bebe-se um bocadinho de leite (eu pensei se beber o leite vai estar melhor)bebeu e vomitou preto logo a seguir (não liguei á cor mas devia) fiquei toda nervosa claro mas ele não quis ir ao hospital disse que queria ir para a cama, e eu fiz lhe a vontade de o levar á cama, perguntei lhe se queria que eu fica-se em casa disse para eu ir para a escola antes que chega-se atrasada e que ele ficava bem, no meio da conversa veio me um pensamento de que ele ia morrer e começei a chorar e a disser lhe que o amava muito tentei apagar o pensamento dizendo AMOTE MUITO PAI tantas vezes até conseguir acalmar e fui para a escola.

Fui para as aulas toda a tremer e muito nervosa dicidida em esquecer o que tinha pensado.

Quando saí das aulas estava a pensar em ir comer ao café uma torradinha não sei como mas dicidi ir para casa lanchar, mal chego á porta de casa e ouço uns ais, abri a porta com rapidez num estado de nervos que fechei com estrondo e fui a correr para o quarto do meu pai vi preto nos lenchois. pergunto lhe o que tinha e ele repondeme que tinham assaltado a casa mas estava tudo no sitio e nao perdi mais tempo e telefonei ao 112, assim menina fala eu digo que o meu pai tinha vomitado preto e que não dizia coisa com coisa, pergunta me se era ele que estava a ouvir (eu tinha o telefone móvel)confirmo e diz me para o pôr lado até a ambulância.

Tento pôr o meu pai (aos ais) de lado mas era tão pesado que demorou para o conseguir fazer até que ouço a ambolância e saio para chamar os bombeiros até ao quarto do meu pai toda a tremer, tentam por o meu pai de pé mas ele parecia saber o que era estar de pé, até que eu digo pai levanta te e ele seguiu o ue eu tinha dito, e para o sentar na cadeira de rodas ele também só respondeu ao pedido quando eu o disse para fazer fiquei ainda mais nervosa sabendo que ele ja não estava bem psicológicamente.

Levaram no para o hospital e TIVE DE ESPERAR que telefone toca por boas noticias, ainda não sei como consegui adormecer sei que acordei era por volta das 2 horas da manhã, a mesma hora que estava no papel do óbido do meu pai sem saber como estas coisas acontecem fico cada vez mais convencida que á perguntas que não têem respostas.

 

 

 

É perder e deixar ir a pessoa mais importante das nossas vidas